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Capinha à prova d’água para celular funciona? g1 testou proteção de modelos do mercado

Capinha à prova d’água para celular funciona? g1 testou dois modelos Laís Ribeiro Quem nunca foi para a praia e quis levar o celular junto para dentro do m...

Capinha à prova d’água para celular funciona? g1 testou proteção de modelos do mercado
Capinha à prova d’água para celular funciona? g1 testou proteção de modelos do mercado (Foto: Reprodução)

Capinha à prova d’água para celular funciona? g1 testou dois modelos Laís Ribeiro Quem nunca foi para a praia e quis levar o celular junto para dentro do mar? Seja para tirar fotos ou só para não deixar o aparelho sozinho na areia, a solução muitas vezes é comprar uma capinha à prova d’água. E aí mora outro medo: e se a capinha não conseguir proteger o dispositivo e acontecer uma tragédia? É difícil confiar o aparelho a esse tipo de acessório, especialmente quando a maioria que se encontra por aí é vendida de forma genérica. Por outro lado, as capinhas que aparentam ser mais seguras são muito mais caras. No levantamento feito pelo g1 nas principais varejistas da internet, foram encontrados modelos desde R$ 50 até R$ 160. Para saber se vale a pena pagar mais caro, o Guia de Compras resolveu testar duas capinhas à prova d’água para celulares e descobrir se elas aguentam o tranco. As capas testadas foram a Smart Dart Bag e a Itiwit IPX8, modelos de valor intermediário comprados por R$ 80 cada. Conheça-os abaixo: Smart Dart Bag Itiwit IPX8 Apesar do teste, vale lembrar que a recomendação da Apple e da Samsung é de manter o aparelho longe da água, mesmo se o celular tiver proteção. Como foram feitos os testes Onde as capinhas foram testadas Antes de realizar os testes, o Guia de Compras consultou Adriana Catelli de Souza, que é professora no departamento de engenharia mecânica da FEI. Souza orientou que a avaliação fosse feita em um recipiente com água limpa. “É o mais indicado, pois permite maior controle das condições do teste. Já piscina e mar são ambientes mais agressivos: a piscina contém cloro e o mar apresenta alta concentração de sal, o que acelera o desgaste dos materiais e pode aumentar a chance de infiltração”, explica Souza. Portanto, foi utilizada uma caixa de 65 litros de capacidade com água limpa para testar os produtos. Com o recipiente cheio, a água atingia cerca de 15 cm de profundidade. Teste do papel Primeiro, o Guia de Compras fez o “teste do papel”, indicado pelas próprias fabricantes para conferir se o produto está funcionando antes de colocar seu dispositivo dentro. Foram inseridas folhas de papel-toalha dentro das capas para verificar se sairiam molhadas. Ambos os modelos seguraram bem a vedação e o papel saiu seco. Mas esse método é confiável? “Colocar papel dentro da capinha é um bom teste inicial, porque qualquer infiltração aparece rapidamente. Porém, ele não garante totalmente a segurança do celular, já que normalmente é feito com a capinha em repouso e por pouco tempo”, afirma Souza. “No uso real há movimento, além do peso e o volume do aparelho, pressão da água e desgaste da vedação, fatores que podem alterar o resultado”, completa. Tempo de teste No teste com celular, o tempo que o aparelho fica debaixo d’água também importa. Segundo a docente, o ideal é seguir a indicação da fabricante da capinha. Na ausência dessa informação, Souza recomenda experimentos progressivos — por exemplo, 5, 15 e até 30 minutos. A Itiwit informa que sua capinha consegue suportar até 30 minutos em uma profundidade de 2 metros debaixo d’água. Na avaliação, o celular foi mergulhado três vezes por 30 minutos e saiu seco em todas, mas a capinha ficou um pouco embaçada na última vez. Segundo a professora Adriana Souza, o embaçamento interno pode ser sinal de entrada de umidade no recipiente. Se isso acontecer, fique de olho em outros sinais, como presença de bolhas de ar e sujeira nas juntas de vedação. Já a Dart Bag não informou o tempo em que seu produto pode ficar submerso, mas o Guia de Compras testou também por três vezes de 30 minutos. O aparelho também saiu seco com esse produto, que não apresentou o mesmo embaçamento do Itiwit. Simulando o movimento real Em um cenário real, o celular não vai ficar parado na água. Ele está sujeito às movimentações do dono ou à agitação das ondas no mar, por exemplo. E esse movimento faz diferença. “O movimento gera pressão dinâmica da água sobre as juntas de vedação e pode favorecer infiltrações. Muitas capinhas funcionam bem quando estão em repouso, mas podem falhar ao nadar ou enfrentar ondas no mar ou na piscina”, explica Souza. Seguindo a orientação da docente, as capinhas foram agitadas dentro da água com movimentos leves por cerca de 5 minutos cada uma. Não houve entrada de água no celular em nenhum dos casos. Conclusão Os dois modelos obtiveram resultados bastante similares e não deixaram o celular (nem o papel) molhar. O único ponto de atenção foi o embaçamento do modelo da Itiwit, o que pode indicar um desgaste um pouco mais rápido do material. Vale também comentar sobre o tipo de fecho de cada uma. A Dart Bag precisa primeiro encaixar o plástico no fecho e depois fechar as presilhas em volta. É mais robusto, mas, quando está aberto, a peça fica solta e pode ser mais fácil de perder. Detalhe do fecho duplo da capinha da Dart Bag, com encaixe do plástico e prendedor. Laís Ribeiro Já o fecho da Itiwit é mais simples, com um mecanismo que se encaixa e desliza para abrir e fechar. A fricção constante pode fazer com que ele se desgaste mais rápido que o concorrente, mas, por outro lado, a peça fica presa por um cordão quando a capinha está aberta. Fecho da capinha da Itiwit, com cordão elástico que prende. Laís Ribeiro Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. 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